
O universo do pagode ganha mais um capítulo de peso: Péricles e Ferrugem lançam o segundo volume do projeto audiovisual “As Vozes”, reunindo grandes sucessos das carreiras dos dois artistas, releituras de clássicos do gênero e quatro faixas inéditas gravadas especialmente para este novo volume. A parceria entre os dois nomes vem se consolidando nos últimos anos, com turnês conjuntas que já mostravam a química entre as vozes.
O primeiro volume de “As Vozes” já havia sido bem recebido pelo público e pela crítica especializada, funcionando como uma espécie de encontro entre duas gerações e estilos complementares dentro do pagode: a voz mais suave e romântica de Péricles ao lado da pegada mais contemporânea e envolvente de Ferrugem. O segundo volume dá sequência a essa fórmula, ampliando o repertório com novidades e regravações de faixas marcantes da carreira de ambos.
O movimento também reforça uma tendência que vem ganhando força no pagode: os projetos audiovisuais, que combinam show ao vivo, produção cinematográfica e lançamento simultâneo em plataformas de streaming e vídeo. Esse formato se popularizou no gênero justamente por permitir que o público reviva a experiência de um show completo mesmo sem estar presente fisicamente no evento, além de gerar conteúdo de longa duração para redes sociais e canais de vídeo.
A dupla Péricles e Ferrugem representa dois momentos diferentes, mas complementares, da história recente do pagode. Péricles construiu carreira sólida desde os tempos do grupo Exaltasamba, tornando-se uma das vozes mais respeitadas do gênero ao longo de décadas. Ferrugem, por sua vez, representa uma geração mais nova que soube dialogar tanto com o pagode tradicional quanto com sonoridades mais atuais, conquistando um público jovem sem perder a essência do samba de raiz.
Vale lembrar que Ferrugem também vem de outros projetos audiovisuais de peso ao lado de nomes como Mumuzinho, o que mostra como esse formato de colaboração entre artistas do pagode tem se tornado praticamente um padrão de mercado no gênero — uma estratégia que beneficia tanto os artistas envolvidos, ao somar públicos e repertórios, quanto o próprio público, que ganha shows e faixas inéditas com maior frequência.
Com o lançamento do Vol. 2 de “As Vozes”, Péricles e Ferrugem devem seguir em turnê apresentando o novo repertório ao vivo em diferentes cidades do país, consolidando ainda mais essa parceria que já se tornou uma das mais celebradas do pagode atual.
Para quem é fã do gênero, o projeto é mais um exemplo de como o pagode segue se reinventando sem abrir mão das suas raízes — unindo vozes de gerações diferentes num mesmo palco, ou, neste caso, numa mesma produção audiovisual que deve seguir tocando nas rodas de samba e nas playlists de pagode pelos próximos meses.
O formato de projeto audiovisual se tornou uma espécie de vitrine definitiva pra parcerias como essa, permitindo registrar em vídeo e áudio simultaneamente um momento que antes ficava restrito a quem conseguia estar presente fisicamente no show. Esse tipo de produção também tende a ter vida útil mais longa nas plataformas de streaming, já que o público pode voltar a assistir trechos específicos, compartilhar momentos favoritos e revisitar o projeto meses ou até anos depois do lançamento original.
A trajetória de Péricles dentro do pagode carrega um peso histórico importante: sua passagem pelo Exaltasamba ajudou a consolidar um dos sons mais reconhecíveis do gênero, e a carreira solo que construiu depois manteve essa mesma capacidade de emocionar através de baladas românticas. Ver esse repertório dialogando agora com a geração de Ferrugem é, de certa forma, um encontro simbólico entre duas fases distintas da história recente do pagode brasileiro.
Já Ferrugem consolidou reputação por transitar bem entre parcerias diferentes dentro do gênero, como mostra também o projeto ao lado de Mumuzinho — uma característica que reforça sua habilidade de se adaptar a estilos e vozes distintas sem perder identidade própria. Esse tipo de versatilidade tem sido, cada vez mais, um traço comum entre os nomes que despontam nas últimas gerações do pagode, atentos tanto à tradição quanto às tendências mais recentes de consumo musical.
Vale lembrar também que colaborações desse porte tendem a gerar repercussão que vai além do lançamento em si, girando nas redes sociais, em cortes de trechos do audiovisual e em comentários de fãs comparando esse volume com o anterior. Esse tipo de engajamento orgânico é parte do que torna projetos como “As Vozes” tão relevantes pro pagode atual: eles não vivem só do dia do lançamento, mas seguem gerando conversa e consumo nas semanas e meses seguintes.
Os números por trás do projeto: gravação, faixas e lançamento
O audiovisual completo de “As Vozes” foi gravado em 25 e 26 de abril de 2026, em São Paulo, e no total soma 37 faixas distribuídas entre os dois volumes do projeto. O Vol. 2 especificamente chegou às plataformas digitais em 30 de julho, às 21h, trazendo 18 faixas entre sucessos das carreiras dos dois artistas, releituras de clássicos do pagode e as quatro inéditas já mencionadas. A faixa de destaque do novo volume é “Eu Te Avisei”, cujo videoclipe chegou ao YouTube em 31 de julho, um dia depois do lançamento do álbum completo — um cronograma pensado para manter o projeto em evidência por mais de um dia consecutivo nas redes e nas plataformas de streaming.
O repertório que atravessa gerações
Entre as regravações que compõem o projeto, o repertório revisita sucessos como “Pirata e Tesouro”, “Gamei”, “Até Que Durou” e “Melhor Eu Ir” — faixas que já eram conhecidas do público de Péricles e Ferrugem separadamente, e que ganham nova vida na versão a dois. Essa escolha de repertório reforça a proposta central do projeto: não apenas juntar dois nomes de sucesso numa mesma gravação, mas efetivamente cruzar as histórias musicais dos dois artistas, revisitando faixas que marcaram a trajetória de cada um antes da parceria começar.
Da turnê ao audiovisual: a linha do tempo do projeto
A parceria entre Péricles e Ferrugem começou a ganhar forma pública com o anúncio da turnê conjunta “As Vozes”, que teve sua estreia marcada para março de 2026. O sucesso dos primeiros shows da turnê pavimentou o caminho para o registro audiovisual completo, gravado em abril e lançado em dois volumes ao longo do primeiro semestre — um modelo de negócio que se tornou comum no pagode atual: primeiro testar a química entre os artistas em turnê, depois registrar o resultado em formato audiovisual quando a resposta do público já confirma o potencial comercial da parceria.
Por que projetos de dupla como este funcionam tão bem no pagode
Reunir dois artistas já consolidados individualmente, cada um com sua base de fãs própria, é uma estratégia que multiplica o alcance potencial de um projeto audiovisual, já que o público de ambos os artistas passa a acompanhar o mesmo lançamento simultaneamente. Além do ganho comercial imediato, esse tipo de parceria também costuma gerar repertório inédito duradouro — faixas que, diferente de simples participações especiais em um único show, passam a fazer parte do repertório fixo de ambos os artistas em apresentações futuras, mesmo fora do contexto específico da turnê conjunta que originou o projeto.
O que esperar depois do encerramento do projeto
Com os dois volumes de “As Vozes” já lançados e o audiovisual completo disponível, a expectativa natural do público é que Péricles e Ferrugem sigam levando o repertório da parceria para novas datas de turnê pelo país, aproveitando o momento de maior visibilidade logo após o lançamento do Vol. 2. Esse tipo de janela — entre o lançamento do audiovisual e as semanas seguintes, quando o engajamento nas redes sociais e no streaming ainda está em alta — costuma ser o período mais movimentado da agenda de shows de projetos desse porte, antes que a atenção do público migre naturalmente para o próximo grande lançamento do gênero.